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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Almoço em Posillipo


Giuseppe De Nittis - Almoço em Posillipo (1879) - Galleria d'Arte Moderna, Milano


Giuseppe De Nittis (1846 - 1884) foi um pintor italiano com fortes influências do verismo e do impressionismo. Sua formação deu-se na Accademia di Belle Arti di Napoli sob a orientação de Gabriele Smargiassi. Em 1874 expôs cinco telas no atelier do fotógrafo Félix Nadar, exposição essa que o consagrou e que é considerada a primeira exposição impressionista.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alcachofras: como servi-las

majólica francesa - séc. XIX

A alcachofra é servida cozida, como entrada, com um molho à base de vinagre ou de manteiga. As folhas são retiradas com as mãos, uma a uma, e a parte macia deve ser mergulhada no molho e retirada com a ponta dos dentes. O molho deverá estar em um pequeno recipiente individual, junto ao prato. Depois, a folha é colocada na beira do prato. Para chegar ao fundo da alcachofra, é necessário retirar delicadamente com garfo e faca os pelos amargos espinhosos que o recobrem. Em situações mais formais recomenda-se o uso da lavanda, já que as folhas são levadas à boca com a mão. Pode-se, no entanto, preparar só o fundo da alcachofra, de diversas maneiras. Aqui estão alguns pratos antigos utilizados especificamente para o serviço dessa iguaria. Um luxo!


prato de majólica francesa - 1920

majólica francesa de Sarreguemines - final séc. XIX


majólica portuguesa
início séc. XX

Serviço para alcachofras
majólica francesa de Saint-Clement, 1900

Serviço de prata - França, 1840
Serviço da família real belga

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aspargos II

cartão postal francês - séc. XX

Famosos, na França, são os aspargos de Argenteuil. Essa variedade, originada nos arredores de Paris, está presente nos livros de receitas de grandes nomes da gastronomia como o de Ferran Adrià, de Auguste Escoffier, que lhe dedica dez receitas, de Alexandre

sexta-feira, 11 de março de 2011

Delicadeza feita de areia e fogo


Em 17 de fevereiro de 1767, o rei Luis XV através de uma carta de patente, autoriza a retomada de uma cristaleria ativa no século XVI, levando o nome de Verreries Royales de Saint-Louis, a mais antiga cristaleria francesa. Foi uma resposta francesa ao monopólio da produção de cristal pela Boêmia, e desde então, transformou-se num ícone. A delicadeza de sua lapidação é uma de suas principais características.
  Pintura de Édouard Pinguet, 1836, vista geral da fábrica em Saint Louis-les-Bitches

E algumas peças que merecem destaque:
Modelo Thistle em cristal e ouro - séc. XX

 Modelo Stella d´Or - cristal e ouro - séc. XX

Detalhe da marca


  Goblet em cristal e ouro - séc. XIX

quinta-feira, 10 de março de 2011

À mesa com a família imperial brasileira

Após ser decretada a expulsão dos Jesuítas de Portugal e de seus domínios coloniais, através da carta régia de 4 de outubro de 1759, as terras da fazenda de São Cristóvão, do Engenho Velho e do Engenho Novo – como todas as propriedades jesuítas – foram subdivididas em grandes chácaras. Um dos lotes foi adquirido por Elias Antônio Lopes, em 1803, para a construção de uma casa grande, que passou a ser conhecida como “Chácara do Elias”.

Em 1808, com a vinda da família real portuguesa, foi criada a lei das aposentadorias para acolher os transmigrados. Os fidalgos da comitiva real escolheram as moradias já ocupadas e o juiz aposentado fazia as intimações transformando-as em propriedade real.
Elias Antônio Lopes, pela ambição de ser generosamente recompensado, apresentou sua casa grande a D. João VI, que aceitou o grandioso presente. A residência real, denominada Paço de São Cristóvão, passou a ser a preferida de D. João VI, que levou para sua companhia três de seus filhos: D. Miguel, D. Pedro I e D. Maria Tereza.
A partir de 1810, a residência passou por algumas reformas para ser transformada em aposentos reais e outras chácaras foram incorporadas ao terreno. No Paço de São Cristóvão, viveram D. João VI, D. Pedro I e D. Miguel e, posteriormente, as imperatrizes D. Leopoldina, D. Amélia e D. Teresa Cristina. Ali nasceram D. Pedro II, D. Maria da Glória e a Princesa Isabel. Homens ilustres como José Bonifácio de Andrada e Silva freqüentaram o Palácio e participaram da História do país.
O Palácio foi residência da Família real de 1808 a 1821; pertenceu à família imperial de 1822 a 1889; abrigou a primeira Assembléia Constituinte Republicana de 1889 a 1891 e é sede do Museu desde 1892.


O Paço de São Cristóvão foi tombado em 11 de maio de 1938, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e atualmente abriga o Museu Nacional, uma das unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro, contribuindo para o ensino, a pesquisa e a extensão, em sua condição de instituição pioneira nas áreas das ciências naturais e antropológicas no Brasil.

fonte:
http://www.museunacional.ufrj.br/MuseuNacional/Principal/paco.htm

E eis algumas peças do serviço da família imperial no Paço de São Cristovão, no Rio de Janeiro:

Prato raso do serviço P II grande, em porcelana de Limoges


Molheira do mesmo serviço


Bule, também do serviço P II Grande


Serviço chamado Coroa Roxa, também utilizado no Paço de São Cristóvão


Prato do Serviço de Caça. do mesmo Paço


D. Pedro II e DSona Teresa Christina sentados, a Princesa Isabel e o Conde d´Eu à esquera, e à direita, D. Leopoldina e Augusto de Saxe-Gogurgo-Gotha

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E a propósito de ostras...

Lembrei desses elegantes garfos para ostras produzidos por Christofle para o Maxim´s de Paris, fundado em 1883:
Na França, a Christofle sempre foi líder e símbolo das Arts de la Table, desde a sua criação em Paris, em 1830, by appointment do rei Louis-Philippe e do Imperador Napoleão. Christofle foi, também, o ourives de gerações de famílias francesas, de condados, de embaixadas, hotéis de luxo e companhias de navegação. A mais famosa de todas era a Normandie Ocean Liner, para quem Christofle criou mais de 40 mil peças de prata. Em seus quase 200 anos, continua ativa e toda a sua produção é inspirada na rica coleção de seus arquivos, alguns obviamente, revisitados. É sinônimo de bom gosto e distinção.
















O fundador da empresa, Charles Christofle num daguerrótipo de Mathew Brady, de 1851.