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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alcachofras na arte

Natureza-morta com alcachofras e queijos
Clara Peeters - Holanda, 1605

Blás de Ledesma - Espanha, 1602
Bowe Museum de Bernard Castle

Johan Welte - Inglaterra, séc. XIX
Dorotheum Leilões - Viena

William Morris - papel de parede
Inglaterra, séc. XIX

Fonte da alcachofra - Nápoles
1950 - Piazza Trieste e Trento



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Padres bebedores de vinho

O baixo clero também foi representado na arte. Padres, frades e capelões também foram tema de muitos artistas. Encontrei várias imagens de religiosos bebedores de vinho e de cerveja. Vejam algumas delas:

Eduard Theodor Ritter von Grützner (1846 – 1925) pintor alemão e professor de arte, especialista na pintura de monges. Estudou pintura em Munique, onde montou um atelier e obteve certa fama. Foi professor de pintura de Leopoldo, Príncipe regenta da Baviera (1821 - 1912).






Antonio Salvador Casanova y Estorach (1847 - 1896), pintor espanhol dedicado às cenas de gênero do período da pintura romântica.


Antonio Casanova y Estorach -  Monk Testing Wine -  Brooklyn Museum

Egbert van Heemskerck I - Drinking monk -  1650, Museum Bredius

Egbert van Heemskerck, Pai (1634 - 1704) Pintor holandês atuante no final do século XVII e início do XVIII, na cidade de Haarlem. Foi membro da Guilda dos pintores da cidade, e possui obras em importantes museus da Europa

domingo, 24 de abril de 2011

Ele Ressuscitou!

Boa Páscoa e muita paz!

Ressurreição - Paolo Veronese - c. 1500


Noli me tangere - Andrea del Sarto - Firenze, 1505

Adoração do Cordeiro Pascal - 1432, Jan van Eyck

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sexta-feira Santa

Algumas imagens artísticas alusivas à data.

Cristo na coluna - Imagem indo-portuguesa, século XVII


Crucificação - Rafael - 1502


Andrea Mantegna - 1500 c. - Pinacoteca de Brera Milão


Cristo velado - Giuseppe Sammartino 1753

terça-feira, 15 de março de 2011

E mais ovos

Belo trabalho de pintura em ovos da Romênia. Foto de Bogdan Cristel/ Reuters

Uma renda feita de cálcio e paciência


O esloveno Franc Grom enxergou muito além da casca de um ovo, transformando cada uma delas em verdadeiras esculturas. Talvez a pequena vila na Eslovênia, onde Grom cresceu, o tenha inspirado em suas obras. Ele nunca acreditou que poderia fazer carreira com a arte. E até que se aposentou – ele era eletricista -  assim foi, quando percebeu que o seu talento o faria ser reconhecido no mundo todo. Ele trabalha com uma furadeira, e seus ovos chegam a ter uma média de 2500 furos. Uma verdadeira renda feita de cálcio e paciência.
 

Pêssankas - ovos tradicionais ucranianos

Para muitos paranaenses, principalmente curitibanos, e catarinenses, esses ovos são encontrados com facilidade durante o ano todo, mas principalmente na época da Páscoa. Mas pra quem não é nem paranaense e nem catarinense, ai vai um pouco da história dessa arte. Em geral são feitos com ovos de codorna, de galinha, de pato e de avestruz. Cheios de simbologia e de um colorido marcante, acabam por se tornar objetos colecionáveis.
Foto de Leandro Taques

Na história do povo que habitou as estepes sempre esteve presente uma tradição de colorir ovos na época em que o Sol voltava triunfante, eliminando a neve que cobria a rica terra negra da Ucrânia. Em escavações arqueológicas, foram encontrados indícios desta arte a mais de 3.000 anos antes de Cristo, sendo que naquela época, eram utilizadas ferramentas muito rústicas para se confeccionar uma pêssanka. A explicação para o interesse do ser humano antigo pelo ovo está no fato dele possuir uma magia incrível, pois de uma forma simples e rude, surge uma vida.
Com o passar dos anos, as ferramentas gradativamente evoluíram e com elas o homem conseguiu melhorar suas condições materiais e também os resultados da suas pinturas em ovos, surgindo melhores definições daquilo que desejava expressar.

Os ucranianos, em paridade com todos os povos antigos, veneravam a natureza e os regentes dos elementos. Assim como outros povos antigos veneravam o Sol com Apolo e seu carro puxado por leões, os ucranianos reconheciam no mesmo astro, o Dajbóh, e a ele ofereciam homenagens, pois novamente traria luz e calor para a Terra. O verde substituiria o branco da neve, as flores voltariam a desabrochar, as árvores ofereceriam seus frutos novamente e o povo poderia trabalhar a terra para obter seu sustento.
A festa da Primavera era um evento alegre, acendia-se uma grande fogueira no meio da aldeia e todos comemoravam a chegada de Dajbóh, no exato momento do Solstício de Primavera. Desde o início deste dia o povo estava em festa. Oferecia seus presentes ao regente Dajbóh e entre os mesmos estavam as pêssankas. Nelas estavam gravados os raios de luz que seriam oferecidos à terra, a partir desta importante data do povo antigo.
Também nesta festa eram oferecidas pêssankas aos entes da natureza, fazendo seus agradecimentos pelas colheitas e também firmando seus pedidos para que a terra continuasse produzindo aquilo que necessitavam para viver. Estas pêssankas eram enterradas no campo, nas lavouras, pois deveriam ser presentes aos amados entes da natureza.
Neste tempo anterior ao cristianismo, o povo tinha suas crenças voltadas para aquilo que via e sentia. Era uma época em que mais do que nunca, o ucraniano estava ligado à natureza, sua fonte de vida e energia. Em 988, através do Príncipe Volodymir, a Ucrânia é batizada nas margens do Rio Dnipró, passando a adotar o cristianismo como religião oficial. O povo absorveu essa mudança, mas não aceitou abandonar seus antigos rituais, como as Festas da Primavera.
A solução encontrada pelo clero foi a adaptação destes antigos costumes, como símbolos cristãos, ou seja, permitiam e até apoiavam o povo à manter essas tradições consideradas pagãs, mas lhes incutiam um simbolismo correlato ao cristianismo.

A antiga e tradicional Festa da Primavera transformou-se na Páscoa cristã, por se tratar da mesma época. O povo continuava com os antigos festejos, mas mudava-se gradativamente o sentido da ocasião festiva. As pêssankas continuaram existindo, o povo não deixou o costume de colorir ovos para expressar seus sentimentos, mas o clero fez com que se abandonassem as crenças nos entes da natureza, deviam ser extintos os costumes tidos como pagãos.
As pessoas passaram então a fazer pêssankas para dar aos parentes e amigos respeitados, na época da Páscoa, para demonstrar tudo aquilo que desejavam para seus entes queridos. As pequenas obras de arte também passaram a aparecer em datas importantes, como casamentos e nascimentos, como materialização das boas intenções que se queria expressar.
Na conturbada história da Ucrânia, o povo passou por muitos períodos de instabilidade social, tendo muitas vezes a miséria e a opressão imperando sobre seus lares. Domínios russos, poloneses, austríacos, húngaros, duas guerras mundiais, o comunismo ... e as pêssankas continuam acompanhando a vida desta gente, que veio para o Brasil em busca de um futuro melhor para seus filhos, trazendo na bagagem uma cultura milenar, que hoje respira a liberdade.
A Ucrânia, em 1991 finalmente adquiriu sua independência, exigida pela população que saiu às ruas e hoje, além de seu valor cultural, simbólico e artístico, as pêssankas passaram a ser um símbolo de longevidade para uma Ucrânia livre e independente.

Adaptado de:  www.pessanka.com.br

Ovos que são jóias

Os Ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl Fabergé e seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia.
Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas, encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial russa.



Disputados pelos colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos da Páscoa criados pelo joalheiro são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.
Fabergé e os seus ourives desenharam e construíram o primeiro ovo em 1885. Ele foi encomendado pelo czar Alexandre III como um presente de Páscoa para a sua esposa Maria Feodorovna.
Exteriormente parecia um simples ovo de ouro esmaltado, mas ao abri-lo, revelava-se uma gema de ouro, que dentro de si possuía uma galinha, que por sua vez continha um pingente de rubi e uma réplica em diamante da coroa imperial. A imperatriz Maria ficou tão impressionada com o presente, que Alexandre acabou por nomear Fabergué como o “fornecedor da corte” e passou a encomendar um ovo por ano, sob a determinação de que este fosse único e contivesse uma surpresa.
O seu filho, Nicolau II, deu sequência à tradição e anualmente presenteava a sua esposa, Alexandra Feodorovna.
Cinquenta ovos imperiais foram produzidos para os czares Alexandre III e Nicolau II, e outras dessas jóias também foram encomendadas por membros da nobreza.
Assim que um tema era escolhido, uma equipe de artesãos – dentre os quais Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik August Kollin – começava a trabalhar no Projeto. Dezenas de clientes particulares apareceram com a fama despertada pelos ovos imperiais.


A Páscoa era uma data muito especial na Rússia czarista: todos se beijavam e diziam “Cristo ressuscitou”, recebendo a resposta “Verdadeiramente, Cristo ressuscitou” e um presente. Os ovos representavam a nova vida que surgia, o renascer das esperanças.
Conta-se que esses ovos eram cuidadosamente guardados junto com o tesouro da família Romanov. Apesar da tragédia que se abateu sobre essa família com a chegada da Revolução Russa, o tesouro dos Romanov milagrosamente caiu no esquecimento.
Em 1921, um jovem médico americano, Armand Hammer, esteve na Rússia prestando serviços voluntários, e retirou do país a maior coleção privada de peças de Fabergé hoje conhecida. Conhecedor de arte, percebeu que um dos maiores tesouros de uma grande dinastia tinha sido esquecido. Junto com telas de grandes mestres, ele reuniu algumas centenas de peças das finas criações de Fabergé, como jóias em formatos de flor, animais produzidos com pedras semi-preciosas e grande variedade de bibelôs. Em negociações diretas com o governo russo, Hammer conseguiu comprar os 11 ovos imperiais de Páscoa criados por Fabergé que havia encontrado, junto com outras jóias da Coroa russa.

Este foi o primeiro ovo imperial feito por Fabergé, composto primariamente de ouro,  esmalte branco opaco , rubis e outras colorações de ouro. As surpresas, agora desaparecidas, eram uma coroa e um pendante, feitos de diamantes e rubis. O primeiro ovo Galinha, de 1885, marca a celebração do 20° aniversário de casamento do czar Alexandre III e Maria Fyodorovna. O czar precisava de um presente especial para sua noiva, e fez o pedido para o jovem joalheiro Peter Karl Fabergé.
O ovo foi revestido com um esmalte opaco de cor branca, para lembrar um ovo de galinha. As duas partes do ovo se abrem e revelam uma gema de ouro, contendo uma galinha, também feita de ouro, de várias tonalidades e olhos de rubi. Originalmente, continha uma réplica da coroa imperial, feita de diamantes, que escondia um pequeno pendante de rubi.
Esse ovo é uma variação do ovo existente na coleção real dinamarquesa, que Fabergé provavelmente viu durante suas viagens pela Europa. Seja a idéia de criar esse ovo de Fabergé ou do czar, Maria apreciou tanto o presente, que a tradição durou por mais de 30 anos, até a revolução Russa em 1917.
Em 1920 o ovo Galinha foi vendido pelos oficiais russos para um negociador em Paris ou Berlim. Em 1934 foi então vendido para Suenson-Taylor, conhecido como Lord Grantchester. Em 1976 foi adquirido pela La Vieille Russie, Nova York. Em 1978 foi vendido para Malcolm Forbes, o colecionador da revista Forbes, junto com o ovo imperial Ressurreição. Em fevereiro de 2004 foi vendido pela família Forbes, junto com outros 8 ovos imperiais e várias outras obras de Fabergé para a Fundação Link of Times na Rússia.