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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bûche de Noël

Uma das sobremesas preferidas nesta época do ano, na França e nos países francófonos é a Bûche de Noël (Tronco de Natal ou Tora de Natal). A tradição diz que na véspera do natal, uma tora de uma árvore frutífera era escolhida para queimar lentamente, durante um ciclo de 12 dias. Acreditava-se que o costume garantiria uma boa colheita no ano seguinte. Crenças a parte, alguns dizem que a sobremesa foi criada em 1945 em uma patisserie, enquanto outros afirmam que ela já existia no século XIX. Trata-se de um rocambole a base de creme de manteiga, que pode ter diversos sabores como chocolate, baunilha, morango, café e inclusive gelados, tipo sorvete.
Esse ano chefes, confeiteiros e designers famosos criaram verdadeiras obras de arte. Confira aqui algumas delas:
Hotel Ritz

Lanvin

Castelbajac

Christian Lacroix

Dalloyau

Kenzo

Pão de Natal grego




O Pão de Natal Christopsomo ou Kouloura tou Christou (pão redondo de Cristo), é o centro das atenções das mesas tradicionais do Natal grego, assim como grandes quantidades de figos secos, nozes e mel. Tradicionalmente, na véspera de Natal, todas as famílias assam um Christopsomo.



Ingredientes:
225 gramas de farinha de trigo
70 ml de leite
7 gramas de fermento biológico
1 unidade de ovo
35 gramas de açúcar refinado
1 pitada de sal
35 gramas de manteiga macia
raspas de ¼ de laranja 
1 colher de café de canela 
4 metades de nozes
1 ovo batido para pincelar 

Modo de preparar:
Numa tigela despeje o leite morno e dilua o fermento, adicionando 50 g de farinha. Misture até que a farinha incorpore no líquido da massa e cubra com filme plástico, deixe crescer num local aquecido por 30 minutos.
Numa tigela, bata o ovo e o açúcar. A mistura deve ser espumosa. Adicione a primeira mistura na tigela. Aos poucos, adicione a farinha e o sal e misture até obter uma massa firme. Adicione a manteiga e amasse como massa de pão por cerca de 10 minutos.
Coloque a massa numa tigela limpa, cubra com filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume em um lugar quente. Retire 25 g da massa para fazer dos dois rolos para a cruz bizantina. Adicione as raspas de laranja e a canela e misture bem. Forre um tabuleiro com papel manteiga untado e em seguida coloque a bola da massa dentro do tabuleiro para assar. Com os dois rolos que você separou imite uma cruz bizantina. No meio de cada haste da cruz coloque uma metade de noz ou um damasco. Asse em forno pré-aquecido a 190 graus por 30 minutos. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Christmas pudding

O Natal
Inicialmente, a Igreja não comemorava o Natal. A partir de meados do século IV que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o papa Júlio I fixado a data em 25 de dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do nascimento de Jesus.
Uma das explicações para a escolha de 25 de dezembro como sendo o dia de Natal tem a ver com o fato de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs. A Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano sua conotação pagã. Algumas regiões optaram por festejar o acontecimento em 6 de janeiro. Mas gradualmente essa data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos, e não ao nascimento de Jesus Cristo.
Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas. Sob influência franciscana, a partir de 1233, espalhou-se o costume de construir presépios, representações que reconstituem a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes, símbolo de Cristo, a Luz do Mundo. Outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Papai Noel ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.
No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, à noite, se comemora a data com a Consoada (ceia de Natal). Serve-se bacalhau cozido e a doçaria cerimonial (rabanadas, sonhos, mexidos etc.). Ainda no dia 24, no final da ceia, há a Missa do Galo à meia-noite. No dia 25, faz-se almoço ou jantar com carnes diversas, em algumas regiões é servida a tradicional “roupa-velha”, feita com os restos da ceia do dia anterior.
 Um costume já em desuso é o de, durante a ceia do dia 24, evocar-se os mortos, com o seu lugar à mesa, fazendo-se uma duplicação da ceia para eles numa outra sala.
O termo “consoada” serve não só para designar o banquete familiar da noite de Natal, mas também é utilizado para descrever a entrega de presentes nessa época, até o Dia de Reis, como forma de demonstrar a consideração ou o afeto que se tem por essas pessoas. Há quem considere que a tradição da entrega de presentes no Natal surgiu graças à lembrança da entrega de presentes ao Menino Jesus por parte dos Reis Magos. Os presentes da Natal foram ideia do papa Bonifácio V, no século VII. No Dia de Reis, ele distribuía pão ao povo e, em troca, recebia presentes.


Christmas Pudding
Receita tradicional inglesa

Ingredientes
200g de uvas-passas pretas
100ml de rum escuro
1 colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de gengibre em pó
¼ colher de chá de cravo em pó
¼ colher de chá de noz-moscada
6 colheres de sopa de cerveja escura
250g de açúcar mascavo
120g de miolo de pão
100g de farinha de trigo
120g de manteiga derretida
3 ovos
raspas da casca de 1 laranja
raspas da casca de 1 limão
1 maçã ralada
60g de amêndoas
80g de frutas cristalizadas
150g de uvas-passas brancas

Modo de preparo
Reidratar as passas em água quente, escorrer. Em um recipiente grande, misturar farinha de trigo, pão esfarelado, açúcar mascavo, manteiga derretida, gengibre, cravo, canela e noz-moscada. Acrescentar as raspas de laranja e limão. Ralar a maçã sobre a mistura e incorporar. Acrescentar os ovos levemente batidos, a cerveja; misturar bem a massa. Colocar as amêndoas trituradas, as passas e as frutas cristalizadas. Untar uma forma (de perferência um bowl, ou uma forma de bolo inglês) com manteiga e colocar a massa. Cobrir com um disco de papel-manteiga e, depois, com papel alumínio. Em uma panela grande e com tampa, adicionar água até a metade e colocar o bolo para cozinhar em banho-maria por pelo menos 6 horas. Se a água secar, acrescentar mais água até o final do cozimento. Deixar esfriar levemente e desenformar. Regar com o rum e flambar.

O tradicional pudim de Natal
Segundo Matthew Walker, o maior produtor britânico de Christmas puddings, no século XIV, o doce era originalmente uma espécie de mingau. Entre seus ingredientes, estavam a carne de boi, uvas-passas, ameixas, vinho e especiarias, e era consumido como entrada nas comemorações do Natal.
No século XVI, começou a ser chamado de plum pudding, quando bebidas alcoólicas e frutas secas em profusão começaram a ser adicionadas à receita original. Por volta de 1664, o prato foi banido pelos puritanos, sendo reintroduzido às mesas, mais tarde, em 1714 no reinado de George I (1660-1727). Conta-se que o rei, após comer uma fatia do doce, por ele se apaixonou e ordenou, imediatamente, que fosse sempre preparado na cozinha real e fora dela.
Todavia, foi no período vitoriano, século XIX, que houve uma reinvenção do Christmas pudding, tomando a forma que conhecemos hoje. É também daquela época o costume de colocar moedas de prata dentro do doce, garantindo sorte para quem as encontrasse. O felizardo poderia também fazer um pedido, pois, segundo a tradição, seu desejo seria realizado. Outra das tradições é colocar anéis de ouro na massa, garantindo casamento para quem os encontrasse, no ano seguinte.
No primeiro domingo de dezembro, o Sunday Stir-up, é o dia no qual se inicia a preparar os melhores pudins da Inglaterra. Cada membro da família mexe na rica mistura de ingredientes que compõe o pudim e faz um pedido. O pudim é cozido, resfriado e guardado em ambiente seco, à espera de ser cozido no vapor, novamente, no dia de Natal.
No livro A aventura do pudim de Natal, a dona da mansão em que Poirot está hospedado segue o costume religioso de começar o preparo no domingo do Advento, data cristã que conta o domingo a quatro semanas antes do Natal. Todas as pessoas presentes na mansão nesse dia são convidadas a dar uma mexida na mistura enquanto fazem um pedido.
Servido num prato decorado com ramos de azevinho, o pudim é flambado com conhaque, num ritual para espantar os maus espíritos. Seguem-se aplausos e assobios.
 Do livro O CÉU NA BOCA, deste que vos fala!

Struffoli - doce napolitano de Natal




O strufolo é o mais napolitano de todos os doces napolitanos. A tradição indica que foram trazidos para Partenope, a antiga Nápoles, pelos gregos e que, justamente da palavra grega strongoulos, significando arredondado, é que tomou o seu atual nome. Uma outra versão afirma que deriva do verbo strofinare, esfregar, que é o gesto que se faz por quem trabalha a sua massa, fazendo primeiro um cilindro sobre o plano de trabalho antes de cortar as pequenas bolinhas que compõem o doce. Há também quem afirme que assim ele se chama, pois strofina, faz cócegas no palato graças ao seu delicado sabor. Outra corrente afirma, erroneamente, que assim ele se chama, pois se liga ao strutto (a banha), gordura que antigamente era utilizada no seu preparo. Etimologia à parte, o doce atravessou as fronteiras da região e conquistou toda a Itália e os demais países onde podemos encontrar imigrantes napolitanos. São Paulo, inclusive.
No preparo dos strufoli, cada uma de suas bolinhas é um trabalho de engenharia domestica, lapidado ao longo de centenas de anos de experimentação nas cozinhas. São muitas as suas variantes regionais, familiares e pessoais. Cada pessoa que prepara o doce insiste em afirmar que a própria receita é aquela verdadeira, autêntica. Os tradicionais preparados com a receita que passa das avós para as mães, ou através de uma tia freira, são, indiscutivelmente as melhores. A receita das tias freiras, quando se tem uma na família, é uma garantia. Um tempo, esse doce era preparado nos conventos das diversas congregações, e distribuídos como presentes de Natal às famílias nobres que haviam se distinguido por atos de caridade. Nos ambientes monásticos, a receita era mantida em absoluto segredo.

Ingredientes:
600 g de farinha de trigo
4 ovos inteiros e mais uma gema
2 colheres de sopa de açúcar
80 g de manteiga
1 cálice de licor de rum
a casca ralada de meio limão
1 pitada de sal
gordura para fritar (óleo de soja ou banha)

Para a decoração e montagem:
400 g de mel
confeitos coloridos
chocolate granulado colorido
100 g de laranja cristalizada
100 g de cidra cristalizada

Modo de preparar:

Faça um monte de farinha sobre o plano de trabalho e no seu interior, coloque os ovos, a manteiga, o açúcar, a casca de limão ralada, o rum e o sal. Amasse tudo até obter uma amassa homogênea. Faça uma grande bola com a massa e deixe-a repousar por meia hora. Após o repouso, trabalhe novamente a massa e divida-a em bolas menores do tamanho de uma laranja de onde sairão pequenos bastões da espessura de um dedo. Trabalhe esses rolos sobre uma superfície pulverizada de farinha. Dos bastões, corte pequenas bolinhas que serão colocadas sobre um pano de prato seco e enfarinhado.
Numa frigideira, acrescente bastante gordura e deixe aquecer bem. Frite poucas bolinhas por vez até que fiquem bem douradas, mas não escuras. Escorra as bolinhas em papel absorvente.
A seguir, derreta o mel em banho-maria em uma panela grande e assim que se liquefizer, retire a panela do fogo, adicione as bolinhas de massa fritas e misture tudo ate que as bolinhas fiquem impregnadas de mel. Colocar a metade das frutas cristalizadas cortadas em pedaços pequenos e dos confeitos coloridos e misture tudo novamente. Tome um prato grande de serviço, coloque no centro dele um recipiente de vidro que serve para facilitar a formação de um buraco central e disponha o composto de strufoli ao redor do vidro, como se fosse uma rosca. Enquanto o mel ainda estiver quente, decore a “rosca” com o restante da fruta cristalizada e dos confeitos criando um efeito estético agradável. Assim que o mel terá se solidificado, tire o recipiente de vidro do centro do prato e sirva.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Comidas de Natal

Estava pensando aqui em fazer um novo posto, e me veio a idéia de gazer algo diferente. Que tal publicarmos aqui as receitas (com foto de preferência) das comidas de Natal que cada um costuma comer? Descendentes de italianos, de portugueses, de espanhóis, de poloneses, de ucranianos, de árabes, e de todos aqueles povos que colonizaram nosso país tem tradições culinárias diferentes no Natal. Vamos difundi-las? E porque não falar também em paranaenses, cariocas, mieiros, gaúchos, baianos, e cearenses?
Espero as contribuições!
Esta foto foi do Natal de 2008, aqui em casa. Preparamos Lombo de porco assado com alecrim e batatas coradas, bacalhau com batatas, azeitona e azeite de oliva, a tradicional farofa e uma quiche de alho-poró.