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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tagliatelle alla zucca con salmone e mascarpone

Acho que estou cismado com a abóbora. Coincidência pois o post de ontem também foi sobre ela, mas aquela imagem realmente me fez pensar num delicioso caldo cremoso, laranja, reconfortante.
E hoje foi a vez das tagliatelle de abóbora. Uma receita fácil, rápida e deliciosa.
De alto valor nutritivo, a abóbora contém grande quantidade de vitamina A, indispensável à vista, conserva a saúde da pele e das mucosas, evita infecções e ainda auxilia o crescimento. Possui ainda Niacina, que faz parte das vitaminas do Complexo B, cuja função é evitar problemas de pele, do aparelho digestivo, do sistema nervoso e reumatismo. Tem, ainda, sais minerais como Cálcio e Fósforo, que participam da formação de ossos e dentes,construção muscular, coagulação do sangue e transmissão de impulsos nervosos.
É indicada para pessoas de todas as idades por ser de fácil digestão. Laxativa e diurética, contém sementes tidas como potentes vermífugos, que agem principalmente contra a tênia (solitária). Para essa finalidade, as sementes devem ser utilizadas frescas, sem a película que as cobre, moídas e misturadas com açúcar. Elas são boas também contra náuseas em geral e vômitos de gestantes. A abóbora é indicada na recuperação de enfermidades agudas do aparelho digestivo, especialmente inflamações dos intestinos.
Na hora da compra, deve-se escolher abóboras de casca firme, sem rachaduras ou partes moles. Quando verde, deve ser conservada em lugar fresco e arejado. Quando madura é melhor deixá-la na geladeira onde pode durar de 3 a 4 meses. Cem gramas de abóbora fornecem 40 calorias e seu período de safra vai de janeiro a agosto.


Ingredientes:

250 g de tagliatelle alla zucca
150 g de mascarpone
3 colheres de sopa de leite
100 g de salmão defumado
2 colheres de sopa de salsa picada
pimenta-do-reino moída na hora
1 colher de sobremesa de raspas de limão siciliano

Modo de preprara:

Em uma panela coloque 2 litros de água e 2 colheres de sobremesa de sal para ferver. Corte o salmão defumado em listras, pique a salsa. assim que a água ferver coloque o macarrão para cozinhar, e em outra panela coloque o leite e o mascarpone. em fogo baixo, dissolva o mascarpone, acrescente o salmão, as raspas de limao e misture para que os sabores se incorporem. Escorra o macarrão al dente, deixe um pouquinho da água do cozimento, e misture com o mascarpone. Moa a pimenta-do-reino na hora, adicione a salsa picada, misture muito bem e sirva.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DIA DO MACARRÃO - 25 de outubro

Por quem, quando e onde foi “inventado” o macarrão? Até não muito tempo atrás a lenda dizia que o mercador veneziano Marco Polo (1254-1324), ao voltar da China, teria introduzido a receita na culinária italiana. Entretanto, existem provas que mostram que tudo começou antes e em outro lugar.

A mistura de água e farinha de trigo duro (triticum durum) já era conhecida na Mesopotâmia e na área do Mar Mediterrâneo desde 1.000 a.C. Mas é na Sicília do século XII que a realidade prevalece sobre a lenda. Em 1154 o geógrafo árabe Al-Idrisi presenteia o rei normando Rogério II da Sicília (no Sul da Itália) com um livro, no qual ele descreve que “...em Trabia (cidade que ainda hoje existe) fabrica-se uma massa filiforme, a itriya e expedem-se grandes cargas em navios para a Calábria (região da Itália) e outros países do mundo islâmico...”. Deduz-se, então, que se essa massa podia viajar durante semanas sem se deteriorar, só podia ser na forma de massa seca, isto é, mistura de água e farinha de trigo duro colocada ao sol escaldante daquela região. Assim nasceu o macarrão que conhecemos hoje.

SPAGHETTI ALLA NORMA -  receita tradicional da Sicília, Itália

“A sua personalidade era como as suas melodias: sedutoras, fascinantes e sensíveis... Sabia muito bem aquilo que queria”, escreveu Ferdinand Hiller (1811 – 1885) a propósito de Vincenzo Bellini (1801 – 1835), músico italiano de origem siciliana. Filho de organista, compositor e maestro de capela, Vincenzo tomou as primeiras lições como avô e o pai, demonstrando imediato interesse musical. Segundo documentos da época de sua infância, já aos 5 anos sabia tocar piano “de modo a causar admiração”, dando provas de um ouvido e de uma memória musicais apuradíssimos.
Toda a cidade de Catânia, sua terra natal, amava o gracioso e elegante jovem, e graças a uma bolsa de estudos da prefeitura da cidade, ingressa no Conservatório de Nápoles em 1819. Sob as sombras do Vesúvio escreve algumas composições que logo obtém sucesso, recebendo, a seguir, a comissão de preparar um trabalho para o Teatro La Scala, de Milão.
Em 1830 transferiu-se para Milão, e imediatamente após o sucesso da ópera I Capuleti e i Montecchi. No mesmo ano, porém, foi acometido de um grave ataque de gastroenterite, doença que o acompanhou até seus últimos dias, causando-lhe muita dor e sofrimento.
No ano seguinte, 1831, logo após a estréia de Norma, acolhida friamente no Scala, Bellini declarou: "Fiasco, fiasco, solene fiasco". Nas récitas sucessivas o público, finalmente, rendeu-se conto da qualidade da obra, aliás, uma obra prima. Bellini tinha se transformado numa das personalidades mais requisitadas em Milão, e dividia o seu tempo entre as festas da alta sociedade, suas inúmeras amantes e o trabalho. Era um atento administrador do seu gênio, limitando ao máximo a sua produção, ao contrário do que fazia seu grande amigo Rossini, outro grande músico e glutão. Em documento datado de 1828 ele declara: "... me propus a escrever poucas partituras, não mais do que uma por ano, empregando todas as forças da minha criatividade ...” Manteve-se fiel a seu propósito, e conseguiu se manter com os proventos advindos de suas obras, os mais altos jamais pagos na Itália na época.
Catânia, 1920: o endereço é Via Etnea, no apartamento Musco-Pandolfini, residência do ator cômico e solteirão Angelo Musco e da família Pandolfini, sobrenome de casada de sua irmã Anna. Num dia de outono, filho enora do casal Janu e Saridda, reuniram à mesa os comediógrafos Nino Martoglio, Pippo Marchese e Peppino Fazio, amigos íntimos de Angelo Musco, também ele presente entre os comensais. Quando Donna Saridda trouxe à mesa um apetitoso prato de spaghetti com molho de tomates, ricota ao forno, berinjelas fritas e manjericão, provocou excitação entre os presentes. Após as primeiras garfadas do galante poeta e gourmet, Martoglio, querendo agradar a anfitriã, exclamou: “Signura, chista è ‘na vera Norma” (Senhora, essa é uma verdadeira Norma”). A frase agradou tanto os convidados que não bastou muito tempo para que eles a difundissem pela cidade, que dali partiu mundo afora. Portanto, devemos a Nino Martoglio o batismo do prato alla Norma, indireta e sincera homenagem ao grande filho da cidade siciliana e sua ópera

Ingredientes:
400 g de spaghetti
800 g de tomates maduros
2 berinjelas cortadas em fatias
200 g de ricota salgada
1 cebola
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
algumas folhas de manjericão fresco
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparar:
Frite o alho e a cebola picados no azeite de oliva; adicione os tomates descascados, picados e sem sementes. Adicione o sal e a pimenta e deixe evaporar o líquido. Frite a berinjela, também no azeite de oliva, após tê-la lavado, cortada em fatias e tempere com sal e pimenta. Prepare a massa al dente e sirva com o molho de tomates e a berinjela frita com folhas de manjericão por cima. Por último, salpique no prato sobre a massa a ricota salgada.