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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Almoço em Posillipo


Giuseppe De Nittis - Almoço em Posillipo (1879) - Galleria d'Arte Moderna, Milano


Giuseppe De Nittis (1846 - 1884) foi um pintor italiano com fortes influências do verismo e do impressionismo. Sua formação deu-se na Accademia di Belle Arti di Napoli sob a orientação de Gabriele Smargiassi. Em 1874 expôs cinco telas no atelier do fotógrafo Félix Nadar, exposição essa que o consagrou e que é considerada a primeira exposição impressionista.


domingo, 4 de novembro de 2012

Café da manhã

Domingo, dia de acordar tarde e tomar um bom café da manhã. 
Essas imagens são inspiradoras.
A primeira delas é do artista do post anterior, John Singer Sargent. A tela retrata Lady Richmond, esposa de Sir William Blake Richmond e Jane de Glehn. Elas estão na Loggia da Villa Torre Galli, em Scandicci, nos arredores de Florença. O pintor hospedou-se na Villa no outono de 1910, ano no qual pintou a tela.


Já a próxima imagem, Café da manhã no jardim, é do impressionista italiano Giuseppe De Nittis, e foi pintada em 1883.


De Nittis nasceu na cidadezinha de Barletta, na província de Bari, sul da Itália. Estudou na Academia de Belas Artes de Nápoles. Viajou pela Itália passando por Roma, Florença, Veneza e Turim. Como seus contemporâneos, dirigiu-se para a "Meca" das artes do século XIX, chegando em Paris em 1867. Em 1869 expõs pela primeira vez no Salon, e em 1874 participou da famosa exposição no estúdio do fotógrafo Nadar, considerada a primeira mostra dos impressionistas. Teve uma vasta produção e faleceu em Saint-Germain en Laye em 1884.


sábado, 3 de novembro de 2012

John Sargent Singer e o vinho

John Singer Sargent (1856 - 1925) nasceu em Florença e faleceu em Londres. Estudou na Academia de Belas Artes de Florença entre 1870 e 1874, seguindo depois para Paris, onde estudou sob a orientação de Emile Augustus Carolus-Duran. Viveu também na Espanha, para onde foi estudar a obra de Velazquez. 
A crítica não o enquadra em nenhuma escola, mas são visíveis as influências do impressionismo, que na Itália chamava seus pintores de macchiaioli, manchadores. Ele dizia: "Sou um americano nascido na Itália, educado na França; falo inglês, pareço um alemão e pinto como um espanhol".
Compartilho duas imagens que me agradam muito, no mesmo tema: o vinho.


Copos de Vinho, 1875, coleção particular


Interior de uma adega em Veneza, 1898, coleção particular

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Panelas de cobre & Arte

Algumas sugestivas imagens de grandes mestres da natureza morta que incluíram panelas de cobre em suas composições. Adoro panelas de cobre, e aqui em casa, em nossa cozinha, temos algumas para enfeitar e outras que são usadas. 
Procurando informações sobre esses utensílios, descobri que em 2010 a ANVISA proibiu o uso de panelas de cobre em Minas Gerais. Doceiras e doceiros, além de produtores de cachaça protestaram, afirmando que jamais foi registrado algum caso de intoxicação causado pelos resíduos de cobre por algum consumidor de doces ou de cachaça mineira.
Mas vai a dica: as melhores panelas de cobre são aquelas revestidas, internamente, de aço inox, e essas não oferecem algum perigo para a saúde humana.


Jean-Baptiste Siméon Chardin - 1735-40

Pedro Alexandrino - sec XX, coleção particular

Ettore Federigui, 1922, coleção particular

Cornelis Jacobsz, 1610, Institut of Arts, Minneapolis

Cornelis Jacobsz, 1615, Ashmolean Museum, Oxford



quarta-feira, 11 de abril de 2012

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aspargos na arte


Em honra da primavera, pensei numa exploração de imagens de naturezas-mortas, concentrando-me naquelas que retratam essa estação, temporada de legumes por excelência, e em especial, dos aspargos. Os brancos sutis, os tons malva, roxos e verdes dos espargos são retratados nesta imagem famosa de Édouard Manet, Aspargo branco, que foi um presente de Manet para Charles Ephrussi. Manet acabara de vender Maço de Aspargos para Ephrussi por 800 francos. Quando Ephrussi enviou-lhe mil francos em vez disso, Manet pintou esta lança única branco e enviou-o para Ephrussi com a nota: "Havia uma falta no seu maço."

Édouard Manet - 1880
Wallraf-Richartz Museum, Colônia

Édouard Manet - 1880
Museu d'Orsay, Paris

Um pintor que fez dos aspargos um tema primordial em seu trabalho, é Adriaen Coorte (ativo entre 1683-1707). Este mestre holandês do século XVII, cuja obra foi em grande parte desconhecida até a década de 1950, pintou muitos quadros, onde os aspargos são muito importantes ou até mesmo o único elemento na composição. Este era tema incomum entre seus pares, até porque os aspargos eram um item de luxo no naquele século.



Adrian Coorte - 1696
coleção Pieter Drissmann

 
Adrian Coorte - 1703
Fitzwillian Collection, Cambridge

Adrian Coorte - 193-95
coleção particular, Suíça


Anônimo napolitano do séc. XVIII
coleção particular, Itália


Giovanna Garzoni (1600-1670), conhecida como la miniatura (miniaturista) foi uma pintora de naturezas-mortas que teve uma carreira longa e bem sucedida. Suas pinturas, a maioria em gouache ou têmpera sobre papel vegetal, foram coletadas pelos Medicis e outras famílias aristocráticas, e foram muito apreciadas e valorizadas. Esta pintura, que é incomum, com fundo branco, tem uma sensação extremamente leve e contemporânea. Um historiador de arte contemporânea, Emanuele Tesauro, escreveu que Garzoni tinha a capacidade "de penetrar as causas mais sutis subjacentes em todos os assuntos."

Giovanna Garzoni - sem data
coleção particular, Itália

Maria Voos - 1878
Rijkmuseum, Amsterdã



sexta-feira, 11 de março de 2011

Começa a temporada do chocolate

Todavia aqui falaremos do chocolate como bebida. Era uma mania nas cortes européias do século XVII.

O chocolate dominou a Europa. Seu consumo mais comum era como bebida servida em xícaras de fina porcelana nos faustosos salões. Era ingrediente de bolos e doces e também de iguarias salgadas.
Contrariamente ao gosto de Girolamo Benzoni, milanês que na sua Historia del Mondo Nuovo afirma que o chocolate “o qual mais parece beberagem de porcos que de homens”, é necessário afirmar que o fascínio indiscreto do chocolate inspirou a criatividade de grandes homens e “pequenas” mulheres a realizar verdadeiras obras de arte da alta gastronomia.

A hora do banho com o chocolate - anônimo séc. XVII

O preparo do chocolate líquido para ser servido em xícaras, e sucessivamente, sólido em forma de barras ou blocos, passou de nação em nação, e cada país enriqueceu e adaptou a sua receita segundo os próprios gostos e as teorias salutísticas de cozinheiros e boticários locais.
  No poema datado de 1736, chamado Il cioccolato, o cremonês Francesco Arisi (1702 – 1741) fala da nova bebida com certa desconfiança, afirmando ser uma “intemperança” bebê-lo em demasia, quase ao limiar da dependência:
São alguns tão tolos/Que a espuma que se eleva/Às bordas da xícara,/Sopram-na fora./.../Cuidam tornar a aguardente/Mais gostosa ao paladar/Misturando-lhe chocolate/E criando uma nova bebida./A mim causa desprazer,/É uma péssima invenção/Estragar boa bebida/Com mistura de massa preta,/E se é caso de economia,/Ela não me parece justa./Nem estou persuadido/Por aqueles que, às vezes,/Com chocolate perfumam/Seu tabaco, e pitadeiam./Não costumo ver sem náusea/Certos grupos de glutões/Que recusando água pura/Com o creme gordo a bebem./.../Até os cozinheiros, a seu grado,/O colocam nos seus bolos/E entre outras ninharias,/Nas caixinhas de pastilhas/O aprisionam./.../Nos torrões já é usado,/Nas tortas é o principal./Penso, pois, que ainda um dia,/Vão servi-lo com codornas,/Desdenhando o santo pão/Ou colocando-o de parte.

O chocolate matinal - Pietro Longhi 1775

«Nos mosteiros espanhóis do Novo Mundo, utilizava-se um recipiente bojudo (...) de barro ou de cobre estanhado, materiais que conservavam o calor. Tal como os astecas, batia-se o chocolate até fazer espuma com uma varinha de madeira chamada molinete.
                                                                 O serviço de chocolate - Luiz Melendez, 1770, Museu do Prado

No século XVII, a propagação em Espanha de uma receita mais açucarada foi naturalmente acompanhada por uma transformação dos recipientes. As chocolateiras tiveram então o requinte do líquido que enfeitiçava as mulheres.

Chocolateira em porcelaqna de Sévres e bronze - séc. XVIII

A folha de Flandres ou o estanho, muito utilizados, foram substituídos por materiais mais dignos de irem à mesa dos nobres, como a prata “(...). Uma pega horizontal feita de madeira preciosa evitava que se queimassem os dedos. O bico era colocado na parte superior (...) e um orifício no meio da tampa permitia enfiar o molinete de buxo. Três pés alteavam a chocolateira (...)”.
A primeira chocolateira de prata conhecida foi oferecida a Luís XIV pelo embaixador do Sião, em 1686. “(...) Possuir uma chocolateira era apanágio da alta sociedade, e Madame de Sévigné não imaginava sequer poder passar sem ela. (...)».

Chocolateira em prata - França, 1760

Naquele mesmo século, na Espanha, surgiram as primeiras sícaras para beber chocolate. Por iniciativa do Marquês de Mancera, Pedro de Toledo y Leiva (1585 – 1654) foi inventada a mancerina ou trembleuse, que tinha a particularidade de se aconchegar num prato côncavo, que lhe dava estabilidade. No século XVIII, com o aperfeiçoamento do fabrico da porcelana, foram elaborados luxuosos serviços para chocolate; a Manufacture de Sèvres se transformou na referência mais prestigiada.


Trembleuse do séc. XVII -  Musée National de Céramique de Sévres - foto Martine Beck-Coppola
Trembleuse austríaca, 1740 - J. Paul Gatty Museum




Fonte: Katherine Khodorowsky e Hervé Robert (2000).

E mais algumas imagens sugestivas:

 
O chocolate quente - Raimundo de Madrazo y Garreta, séc. XIX


La belle chocolatiére - Jean-Etienne Liotard - 1744
La belle chocolatiere - porcelana de Meissen, Museu de Capodimonte, Nápoles


                                                                                    Jean-Etienne Liotard - 1754