Esse set de 12 taças foi produzido no século XIX pela cristaleria Baccarat especialmente para a corte russa. A edição foi muito limitada, e hoje, é possível encontrá-las apenas em antiquários. Viajando pela net, encontrei esse set, já vendido - por 14 mil euros!
Um blog de Cultura Gastronômica e Cultura em lato senso. Um pouco das nossas paixões:cozinha, livros e arte.Fruto de pesquisas acadêmicas, de pesquisas diletantes e de muito prazer.
quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Figos deliciosos e fáceis
Figos com queijo fundido e flor de sal
Ingredientes:
6 figos frescos
2 triângulos de queijo fundido francês President
Flor de sal
Ingredientes:
Lave bem os figos, retire os pedúnculos e corte-os em quatro, cuidando para que as partes não se separem. Arrume-os sobre uma assadeira revestida com papel alumínio, corte os triângulos de queijo em três partes, coloque uma parte de queijo ao centro de cada um dos figos, polvilhe com flor de sal e leve ao forno pré-aquecido. Deixe assar por 15 minutos e sirva.
Suflé de bacalhau para a Quarta-feira de cinzas
A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas (hoje) e termina na quinta-feira na Missa da Ceia do Senhor (Diretório da Liturgia - CNBB) da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão e a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o seu crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.
Ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.
Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris.
Lembra-te homem, que és pó, e em pó te hás de converter.
Suflê de bacalhau para a 4ª. feira de Cinzas
Ingredientes:
400 g de bacalhau previamente demolhado
2 colheres de sopa de azeite de oliva
8 fatias de pão de forma sem casca
20 ml de água da cozimento do bacalhau
1 dente de alho picado
3 ovos
Sal e pimenta do reino à gosto
Farinha de rosca para polvilhar
Modo de Preparo:
Cozinhe o bacalhau. Escorra-o, retire a pele e as espinhas e desfie-o muito bem. Coe a água do cozimento e reserve um pouco. Em uma tigela rasgue as fatias de pão de forma e umedeça com a água do cozimento do bacalhau. Deixe repousar por uns minutos e depois mexa bem para que o pão se dissolva. Numa panela adicione o azeite de oliva e doure o alho picado, adicione o pão desmanchado, o bacalhau desfiado e cozinhe por alguns minutos, até obter uma massa homogênea, como se fosse para fazer bolinhos. Corrija o sal e moa a pimenta-do-reino. Desligue o fogo e acrescente as gemas, uma a uma, mexendo entre cada adição. Bata as claras em neve firme e incorpore-as, cuidadosamente, no creme anterior. Distribua este preparado por recipientes individuais refratários, devidamente untados e enfarinhados com farinha de rosca. Leve ao forno, a 200º C, por vinte minutos. Sirva em seguida.
terça-feira, 8 de março de 2011
150 Anos da Unificação da Itália
Grandes comemorações na Itália e no mundo para celebrar os 150 anos da Unificação Italiana.
O "Gran Banchetto Unità d'Italia" é composto de um "almoço de gala" com quatro originais menús (menú Mazzini, menú Garibaldi, menú Cavour e menú Vittorio Emanuele II) idealizados pelo chef ferrarês, Marco Jannotta, para evocar com os saboreas de pratos regionais, as localidades onde vivei e combateu Giuseppe Garibaldi, "l'Eroe dei Due Mondi"; o Piemonte e a Savóia que viram o Rei Vittorio Emanuele II como primeiro Rei da Itália Unificada, a Liguria do republicano e revolucionário Mazzini e Torino, cidade onde vivei o grande estadista Camillo Benso Conte di Cavour.
Ao lado do chef, o sommellier Federico Pellegrini, proprietário da mais antiga osteria do mundo, Al brindisi, em Ferrara (citada por Ludovico Ariosto em "Lena", em 1435) que harmonizará os vinhos aos pratos e os contextualizará com histórias e anedotas para o prazer dos comensais.
O arquiteto Alberto Squarcia, curador do evento, lerá durante o banquetes, frases célebres dos quatro principais protagonistas da Unificação, acompanhadas peço músico Eugenio Squarcia.
Após o banquete, o "Concerto per l'Unità d'Italia" com a execução de trechos de obras de música popular regional, famosas na época, na voz do soprano Martina Zambelli acompanhado pelo pianista milanês Alessandro Commellato. O evento foi uma criação do Studio Archeo900 para o 150° aniversário da Unità d’Italia.
Dia Internacional da Mulher
A homenagem do blog ao dia de hoje é uma foto da artista chinesa Ju Dioqi. Ela reproduz com comida, vegetais e legum,es, o célebre quadro de Botticelli "O Nascimento da Vênus". Parabéns mulheres!
segunda-feira, 7 de março de 2011
Gin super exclusivo chega ao Brasil
Diferentemente da maioria dos gins, Hendrick’s é produzido na Escócia pela destilaria William Grant & Sons, que é famosa pelos whiskies que produz há 120 anos. Este gin é extraordinariamente incomum, de caráter irreverente e espírito inusitado. Apenas Hendrick’s Gin é feito com infusões de pepinos da Holanda e pétalas de rosa Damascena da Bulgária, resultando um excelente gin, refrescante e com agradável aroma floral.
Produzido artesanalmente em pequenos lotes de 450 litros (normalmente uma produção corresponde a 1.000 litros), é o único gin feito da combinação de um alambique Carter-Head com um alambique Bennet, criando um sabor suave e sutil a esse excepcional destilado. *Garrafa: 750 ml | Teor alcoólico: 44% | Preço sugerido: R$180,00 (cento e oitenta reais) .
Hendrick’s Gin pode ser encontrado em lojas especializadas e bares super exclusivos voltados à coquetelaria. Será distribuído pela Bacardi Martini do Brasil.
Fonte: http://www.hendricksgin.com/
Produzido artesanalmente em pequenos lotes de 450 litros (normalmente uma produção corresponde a 1.000 litros), é o único gin feito da combinação de um alambique Carter-Head com um alambique Bennet, criando um sabor suave e sutil a esse excepcional destilado. *Garrafa: 750 ml | Teor alcoólico: 44% | Preço sugerido: R$180,00 (cento e oitenta reais) .
Hendrick’s Gin pode ser encontrado em lojas especializadas e bares super exclusivos voltados à coquetelaria. Será distribuído pela Bacardi Martini do Brasil.
Fonte: http://www.hendricksgin.com/
sábado, 5 de março de 2011
Chá das 5 na Era Vitoriana
A Anna, sétima duquesa de Bedford (1788-1861), uma das damas da corte da Rainha Victoria (1891-1901), é creditada a criação do chá das cinco. Quando a refeição do meio-dia tornou-se mais escassa, a história conta que a nobre sentia fome entre o café da manhã e o jantar e, por esse motivo, criou o hábito de tomar chá todas as tardes. Adotando o modelo europeu de serviço de chá, ela convidou as amigas para se juntar a ela para uma refeição à tarde por volta das cinco horas, nas salas de Belvoir Castle. O cardápio centrado em torno de pequenos bolos, pães e sanduíches de manteiga, doces variados e, claro, chá. Esta prática mostrou-se tão popular no verão, que a Duquesa continuou a exercê-la quando de seu retorno a Londres, enviando cartões para as amigas pedindo-lhes para se juntar a ela para "o chá e um passeio no campo”. A prática de convidar amigas para o chá da tarde foi rapidamente adotada por outras anfitriãs nobres. Era uma oportunidade para exibir maravilhosas peças de porcelana e prata. Logo foram criadas regras de etiqueta para o serviço de chá e receitas que fariam parte do cardápio como: torradas com manteiga, geléia ou mel; scones, muffins, bolos e uma grande variedade de biscoitos e pãezinhos.
A Rainha Vitória aprovou a nova mania das festas de chá. Até 1855, a rainha e suas damas vestiam-se formalmente para o chá da tarde. Este bolo simples era um dos favoritos da rainha.
Vitória era filha de Eduardo, duque de Kent, quarto filho do rei Eduardo III e da ex-princesa de Leininge, seu pai morreu logo após seu nascimento. Seu reinado durou 64 anos, tendo nesse tempo elevado a Inglaterra ao posto de maior império do mundo. O seu governo era sinônimo de pontualidade e sofisticação, isso se deve ao fato da soberana ter influenciado o estilo de vida e comportamento dos ingleses.
Logo manifestou interesse em seu primo Albert de Saxe-Coburg. A união com Albert, em 1840, fez com que a rainha se preocupasse com as questões que antes não a importava como, a política. A rainha percebeu que o país não poderia se manter isolado em suas fronteiras, que deveria ampliar seus horizontes. Diversos países europeus passaram a sofrer com a febre expansionista, porém, nenhum deles aumentou seus domínios territoriais como a Inglaterra da rainha Vitória. Eles tiveram nove filhos.
Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a rainha fortaleceu as campanhas contra a escravidão mundial e incentivou a abertura dos portos internacionais. Com a morte de seu marido em 1861, ela passou a se trancar em casa e a recusar-se solenemente a cumprir seus deveres públicos. Nunca mais pronunciou nada sobre política e, nem admitiu que ninguém esquecesse por um só segundo a sua dor, nem que tivesse infelicidade maior que a sua. Retirou-se na residência de Osborn House na Ilha de Wight. Segundo os historiadores, foi aqui que os bolos receberam seu nome. A rainha Vitória morreu em 1901.
BOLO ESPONJA DA RAINHA VICTORIA – receita tradicional inglesa
Ingredientes:
1 xícara de farinha de trigo
1 e ½ colheres de chá de fermento em pó
1 xícara de açúcar de confeiteiro
1 xícara de manteiga amolecida
2 ovos
½ xícara de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
geleia de sua preferência para rechear
Modo de preparar:
Pré-aqueça o forno 200 graus C. Unte uma forma redonda de 20 cm com manteiga e farinha. Peneire a farinha e o fermento em uma tigela média e reserve. Bata a manteiga e o açúcar juntos em uma tigela média. Adicione os ovos, um a um misturando bem após cada adição. Lentamente, mexa a mistura da farinha com a manteiga, açúcar e ovos. Bata o leite e a baunilha até que a massa fique lisa. Despeje a massa na assadeira untada e asse em forno pré-aquecido até que um palito inserido no centro saia limpo, cerca de 20 minutos. Deixar o bolo esfriar por 10 minutos e vire-o sobre uma sobre uma grade para que esfrie completamente. Corte o bolo ao meio, na horizontal, e recheie com geleia de sua preferência ou creme de ovos e polvilhe com açúcar de confeiteiro.
Receita do livro O CÉU NA BOCA
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