segunda-feira, 19 de março de 2012

Moqueca de badejo e camarão com farofa de dendê e pirão para Renata


O prato, que tem origem indígena, recebeu esse nome devido ao modo de preparo. A moqueca era assada em grelhas ou em folhas de árvores cobertas por cinzas quentes (conhecida pelos índios como moquém). Com o tempo, a moqueca passou a ser refogada, e não assada, como na sua criação.
Muito se discute sobre a origem da moqueca. Enquanto a maioria diz que surgiu na Bahia, os capixabas não aceitam a versão e reclamam a criação do prato para si. Hoje a moqueca é prato obrigatório a ser degustado por quem vai ao nordeste e, como a receita apresenta variações de ingredientes de um estado para outro, vale a pena experimentar em vários estados.



E Renata mora em Vitória, na capital capixaba. Lá são produzidas as melhores panelas de barro do Brasil. Embora o aniversário fosse dela, quem ganhou presentes fomos nós. Uma panela de moqueca (foto acima) e um caldeirão (foto 4). E, mesmo morando em Vitória ela prefere a versão baiana de moqueca, essa que preparamos.





Ingredientes:
½ kg de badejo em filés altos

300 g de camarão médio
2 dentes de alho picados
Suco de 1 limão
1 cebola grande cortada em rodelas finas
1 pimentão amarelo cortado em rodelas 
2 tomates firmes e maduros cortados em rodelas
1 vidro de leite de coco
6 colheres de sopa de azeite de dendê
1 maço de coentro picado
Molho de Pimenta a gosto (malagueta, biquinho, tabasco)
Sal a gosto
Pimenta-de-cheiro a gosto (opcional)

Preparo:
Lavar as postas de peixe e os camarões em água corrente. Em seguida, secar ou escorrer, temperar o peixe e o camarão em recipientes separados, com o suco de limão, coentro e alho picado. Reservar. Cortar os tomates, pimentão e cebola em rodelas. Temperar o peixe com sal. Em uma panela de barro, colocar alguns anéis de cebola, fatias de tomate e rodelas de pimentão formando uma cama para as postas de peixe. Temperar com um pouco de sal e colocar os peixes. Reservar os camarões. Arrumar em camadas, alternando os aromáticos com o peixe até terminar com os aromáticos. Finalizar com o leite de coco e o azeite de dendê. Levar ao fogo brando, em panela tampada por cerca de 20 minutos. Acrescentar os camarões e cozinhar por mais 7 a 10 minutos até que os camarões estejam cozidos e macios. Servir com a pimenta, arroz branco, farofa de dendê e pirão.

Para a farofa de dendê:

1 cebola grande picada
3 colheres de sopa de azeite de dendê
2 colheres de sopa de azeite de oliva
300 g de farinha de mandioca bem fina
sal a gosto

Preparo:
Refogue a cebola picada no azeite de oliva e assim que estiver bem morena, um pouco antes de queimar, adicione o azeite de dendê,  acrescente a farinha de mandioca, tempere com sal e mexa bem para que a farinha absorva bem a mistura de azeites. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Peperonata a modo mio para o fim do verão

Pois é. Eu sei que faz muito tempo que não postava nada. durante a viagem que fizemos ficou difícil, e nem sempre tinha tempo pra descarregar fotos e postar novidades. Todavia, prometo que irei compartilhar algumas experiências gastronômicas legais que tivemos.
Mas hoje o assunto é o final do verão. A estação mais esperada do ano, para muita gente, está dando adeus em muitas regiões do nosso grande Brasil, mas aqui no Rio ela sempre fica mais um pouquinho. As praias continuam cheias, os turistas diminuíram um pouco, e a feira está cheia de coisas boas. Legumes, hortaliças e frutas são as vedetes do período e hoje não resisti aos pimentões. Verdes, vermelhos, amarelos, grandes e pequenos, de todos os preços. Também quero aproveitar as últimas folhas de manjericão do vaso que está na janela da lavanderia aqui de casa. Manjericão, pimentão, verão!

O pimentão é uma das hortaliças mais ricas em vitamina C e quando maduro é excelente fonte de vitamina A. Também é fonte de cálcio, fósforo e ferro. Possui poucas calorias. É um fruto originário do sul do México e América Central, pertencente à família das Solanáceas como a batata, o tomate, o jiló, a berinjela e as pimentas.
O pimentão é uma planta de verão e há três tipos básicos quanto ao formato: quadrado, retangular e cônico. Com relação à coloração, os frutos são verdes quando imaturos, tornando-se vermelhos, amarelos ou alaranjados quando maduros, segundo a variedade. O pimentão roxo e o de cor creme formam a exceção deste padrão, pois apresentam tal coloração desde o início de sua formação.
Os frutos devem apresentar-se limpos, firmes e com casca brilhante, o que indica que estão frescos. Os frutos colhidos muito novos são pequenos, têm cor verde-pálida e murcham mais rapidamente. Deve-se dar preferência aos frutos cujos talos foram cortados rentes.

E aqui vai o resultado da minha compra de hoje...





Peperonata a modo mio

Ingredientes:

2 pimentões vermelhos pequenos cortados em tiras
2 pimentões verdes pequenos cortados em tiras
1 pimentão amarelo médio cortados em tiras
1 cebola grande cortada em tiras bem finas
1 dente de alho cortado em lascas
3 colheres de sopa de azeite de oliva
folhas de manjericão a gosto
sal a gosto
1 pitada de pimenta calabresa em pó (opcional)



Modo de preparar:

Lave bem os pimentões, corte os talos, parta-os ao meio e retire as sementes e as partes brancas do interior. Corte em tiras finas e reserve. Corte a cebola também em tiras bem finas e o alho em lascas. Em uma frigideira, aqueça o azeite de oliva e coloque as cebolas fatiadas. mexa com uma colher de pau até que elas adquiram uma cor âmbar. Acrescente o alho em lascas, frite mais um pouco e acrescente os pimentões fatiados. Acrescente o sal e a pimenta calabresa e continue mexendo, de vez em quando, por uns 20 minutos, até que os pimentões amoleçam. acrescente as folhas de manjericão, mexa uma última vez para que elas murchem no calor e deixe esfriar. É uma ótima salada ou um antepasto que combina vem com torradas ou fatias de pão italiano.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Altri tempi trattoria tipica siciliana



Uma experiência única é jantar nesse local: éramos os únicos estrangeiros em meio a um grupo de senhores sicilianos que falavam dialeto e outros turistas italianos.





O proprietário foi quem fez o nosso pedido e nos sugeriu um misto de antepastos que compreendia:

couve-flor e cardo empanados e brioche com ricota

favvas com cardo e orégano

mocotó de vitela com aipo, cenoura e cebola

queijo provola com tomates secos, tomates frescos, olivas frescas e alho

salada de laranja e cidra com arenque defumado

E como primo piatto:

muito queijo ralado para acompanhar...

taglierini cacati: ragú de carne de porco com ricota.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mercados de Palermo: Vucciria e Ballarò

Quando o branco e preto são apenas jogos de luz e sombra, os raios do sol siciliano produzem uma multiplicidade de cores e nos fazem ter a certeza de que estamos em um dos lugares mais interessantes da ilha: nos magníficos mercados abertos da cidade de Palermo. Nesses cenários, quase como se fossem presépios, folclore, cores, odores, vozes dialetais e pregões animam as compras diárias dos habitantes da capital siciliana, transformando esse gesto cotidiano quase que num ritual. Carnes, peixes, verduras, legumes, hortaliças: sabores exóticos, perfume de orégano e de menta, cores do mar misturadas àquelas da terra, peixes azuis e laranjas avermelhadas como o sol. É uma verdadeira sinfonia de cores e aromas.

cebolinhas

cidras

laranjas e cogumelos

figos-da-india e peras

caquis e outras frutas

musso: cartilagens e mocotó de vitela

erva-doce

cardo: um parente da alcachofra

alcachofras

mais alcaachofras


peixes estranhos: rã pescadora

cações

sépias

lulas

testículos de vitela e bucho



cogumelos

polvo


camarões


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Na antiga capital do Vice-Reino


Chegamos hoje na capital do Reino das Duas Sicílias: Palermo, antiga Panormus, cidade muito cheia de influências gregas, bizantinas, árabes, normandas, espanhola, e, inclusive italianas. Terra de sol, de mitos e de lendas, de religiosidade intensa e de excelente comida. À partir de amanhã, notícias gastronômicas quentíssimas desse  delicioso lugar.