Francesco Cozza - Itália - séc. XVII
Um blog de Cultura Gastronômica e Cultura em lato senso. Um pouco das nossas paixões:cozinha, livros e arte.Fruto de pesquisas acadêmicas, de pesquisas diletantes e de muito prazer.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Plum Cake de passas ao rum
Ontem resolvi fazer um bolo, um daqueles bolinhos com cara de casa de vó, para se tomar com café, numa tarde de outono. Não que aqui no Rio, exatamente, a temperatura seja outonal! Enfim...
Artefatos e manuscritos culinários são objetos de possessão familiar. Autenticá-los com o nome de um parente significa, num primeiro momento, inserí-los entre as memórias e as tradições domésticas.
Também na Literatura, a vovó possuía uma histórica gastronômica e fantástica. As avós das fábulas comiam biscoitos e tortas, em geral feitas por suas filhas e levadas até elas por suas netas. Fica aqui a homenagem à minha vovó, que adorava bolos desse tipo.
Ingredientes
250 ml de iogurte natural
150 ml de óleo de canola
1 ovo inteiro
1 colher de sobremesa de gengibre ralado
1/2 xícara de chá de uvas passas
1/2 xícara de chá de rum branco
250 ml de farinha de trigo
125 g de açúcar
1/4 de xícara de chá de amêndoas laminadas
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de noz moscada em pó
1 colher de chá de bicarbonato
1 pitada de sal
Modo de preparar:
Antes de mais nada, coloque as passas de molho no rum e deixe-as imersas por 30 minutos. acenda o forno e deixe-o atingir a temperatura de 180 graus. Unte uma forma de bolo inglês com óleo de canola e farinha e reserve.
Numa tigela, misture todos os ingredientes secos, e em outra, os molhados, inclusive as passas já escorridas. junte as duas misturas, e incorpore-as bem com um fouet. Derrame a massa na forma previamente untada e leve ao forno por 50 minutos, ou até que o "teste do palitinho" dê resultado. Retire do forno, deixe esfriar ao menos 10 minutos antes de desenformar.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Coelho à caçadora
Eis a primeira receita para o Outono. O coelho à caçadora é um prato presente nas cozinhas tradicionais da Itália (Coniglio alla cacciatora), França (Lapin a la ancienne), Portugal e Espanha (Conejo a cazadora). Muitas são as suas variações, inclusive dentro desses mesmos países. A escolha aqui foi feita entre muitas, muitas receitas encontradas em livros, revistas e na net.
Segundo muitos nutricionistas, a carne de coelho é uma das mais recomendadas ao consumo humano. Apresenta baixíssimo teor de colesterol, elevado teor de proteínas, sais minerais e vitaminas, é leve e de fácil digestão, inclusive por convalescentes e pessoas com "estômagos fracos", como dizia o gastrônomo italiano Pellegrino Artusi (Veja post sobre os 150 anos da Unificação Italiana).
França e Espanha são os maiores produtores e consumidores de carne de coelho do mundo, e aqui no Brasil, ainda há uma resistência ao seu consumo, tanto que não é muito fácil encontrá-lo à venda. Tive que rodar bastante aqui no Rio para encontrar um "coelinho". Encomendei com uma semana de antecedência numa barraca da Feira da Praça General Osório, aqui em Ipanema. O nome é sugestivo: Barraca Sangue Bom, do Reginaldo (21 9689-2129). Supere a falta de coragem - confesso que também já tive um dia- e confira a delicadeza de seu sabor.
Ingredientes:
1 coelho de 1,5 kg, aproximadamente, cortado em pedaços (peça ao seu açougueiro para fazer isso)
4 dentes de alho socados
1 colher de sobremesa de sal
1 colher de chá de pimenta-do-reino moída
1/2 cebola picada e mais 1 cebola picada
4 colheres de sopa de alecrim fresco
3 colheres de sopa de sálvia rasgada grosseiramente
4 folhas de louro
500 ml de vinho tinto de boa qualidade
4 colheres de sopa de azeite de oliva
Modo de preparar:
Com 24 horas de antecedência, prepare uma marinada. Em um recipiente com tampa, após ter lavado e retirado o excesso de gordura da carne, se for o caso, coloque os pedaços do coelho. Em um pilão, soque os dentes de alho com um pouco de sal e pimenta-do-reino, até obter uma pasta. Esfregue essa pasta nos pedaços do coelho, coloque as folhas de louro, a sálvia rasgada e o alecrim sem os talos mais duros. Adicione o restante do sal e o vinho tinto, e deixe marinando, na geladeira, até o dia seguinte.
No dia do preparo, retire a marinada da geladeira e coloque os pedaços do coelho em um escorredor para retirar o excesso de líquido. Aqueça bem uma panela de barro grande, como aquelas para moqueca, coloque 2 colheres de sopa de azeite e sele a metade dos pedaços do coelho. Repita a operação com os pedaços restantes e reserve. Na mesma panela, refogue a cebola inteira picada, e assim que estiver bem dourada, adicione o coelho já selado. Doure por mais alguns minutos, mexa bem e coloque a marinada. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar, lentamente, por aproximadamente 45 minutos a uma hora, ou até que a carne fique bem macia e comece a soltar dos ossos. Retire a carne, filtre a marinada para eliminar os temperos e reduza essa marinada à metade, aumentando um pouco o fogo. Após a redução, recoloque o coelho, deixe por mais alguns minutos e sirva. Como acompanhamento, uma polenta cremosa ou tagliatelle temperadas com o molho do coelho.
O Outono chegou
Este ano ele começou no último domingo, 20 de março, às 20.19 horas. Naquela hora, deu-se o fenômeno chamado Equinócio de Outono, ou seja, o sol ao descrever a sua órbita ao redor da Terra, atinge o seu zênite num ponto do Equador, de modo que a área por ele iluminada torna-se igual nos hemisférios Norte e Sul. É um tempo onde as temperaturas começam a cair, as folhas começam a mudar de cor e as feiras e mercados começam a receber delícias provindas do cultivo da terra, principalmente frutas. É tempo de grandes colheitas.
Outono, também, é tempo de comer bem, e em breve, postarei receitas para essa estação. Alguma sugestão? Poste aqui.
E por enquanto, que tal esse fundo musical?
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