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domingo, 10 de agosto de 2014

Moldes para manteiga



Vivemos hoje a era das formas de silicone, a maioria delas made in China, com os mais variados tamanhos, formatos, cores e preços. Inclusive forminhas para manteiga, mas para porções individuais, se você quer dar um charme ao seu evento, seja ele café da manhã, lanche ou jantar. mas nem sempre foi assim...



Moldes de manteiga foram esculpidos pelo menos desde o século XVII como uma forma decorativa e de identificação da procedência da manteiga. Belos exemplos ornamentados são abundantes nos países germânicos onde era uma arte popular, especialmente esculturas em madeira. Os moldes foram esculpidos originalmente pelos agricultores para uso próprio, por vezes, incluindo as suas siglas e símbolos heráldicos, mas principalmente para retratar o mundo pastoral e simples ao seu redor: animais de fazenda, pássaros e outras criaturas selvagens, flores e frutas realistas e estilizadas. 






Os imigrantes levaram a arte da escultura dos moldes para os Estados Unidos e com eles a tradição continuou naquele país até que a necessidade desses moldes foi tão grande que, no século XIX, as fábricas começaram a produzir moldes de madeira com tornos e outras ferramentas para economizar tempo e esforços. Seu custo original de cinco ou dez centavos por peça hoje são vendidos em leilões e lojas de antiguidade de 300 a  400 dólares por peça. Dependendo da originalidade e estado de conservação.










domingo, 19 de agosto de 2012

Publicidades Antigas

Pyrex: um clássico na cozinha de muitas gerações.

Esse vidro especial foi desenvolvido pela empresa alemã Schott Glaswerke por volta de 1880. è um vidro borosilicato fabricado a partir da areia de quartzo misturada com óxido de boro, alumínio, potássio e sódio, com baixíssimo coeficiente de dilatação. Esta é a razão que o torna muito resistente aos grandes choques térmicos. Foi um grande avanço da indústria química da época.
Antes da primeira grande guerra a Schott firmou um contrato com a Corning Glassworks, empresa americana que recebeu a receita do vidro, e que deu origem à marca Pyrex. Com a derrota dos alemães na guerra, os americanos confiscaram a receita do vidro como botim de guerra, e passou a fabricá-lo em larga escala.
Conta a lenda que em 1913 ou 1914, Bessie Littlejohn, esposa do vice-presidente da Corning, pediu ao marido que lhe trouxesse da fábrica algo que pudesse ser usado como descanso de panelas, algo resistente ao calor. Eureka! O marido pensou então em desenvolver uma linha de produtos para cozinhas domésticas. Em 1915 nascia o primeiro pyrex: uma forma para pizza. Aliás, o nome pyrex nada mais é do que a junção das inicias pi-zza com a desinência r-ex utilizada para determinar aquele tipo de vidro resistente. A Corning Glass entregou a primeira remessa de refratários para o uso doméstico à Jordan Marsh, grande loja de departamentos em Boston, em maio de 1915.
A novidade passou a ser produzida nos mais variados formatos e tornou-se um must. Em 1919 a empresa produziu mais de 4 milhões de peças. Já em 1927, estima-se que mais de 30 milhões de peças inundavam os lares americanos. E da América espalhou-se pelo resto do mundo. Inclusive na casa da minha mãe, nos anos 50. Quem não se lembra dos almoços de domingo, das lasanhas, frangos assados e bacias de batedeira de pyrex leitoso?