Mostrando postagens com marcador Banquetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banquetes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Banquete para a Rainha Elizabeth II em Brasília - 1968


A visita da Rainha Elizabeth a Brasília começou em 5 de novembro de 1968 e a sua recepção, no Itamaraty, foi um das mais chiques na história de Brasília. Memorável naquela noite foi a gafe cometida pelo presidente Costa e Silva, ao final do discurso, documentada na época pela revista Manchete. No momento do brinde, ao final do discurso, o presidente ao erguer a taça repetiu inúmeras vezes a palavra god e parou por aí. O save the queen só foi pronunciado depois que um assessor soprou a frase no ouvido do presidente.

Em 1968, o traje de gala ainda não eram os smokings, mas as tradicionais e elegantes casacas, que, segundo pessoas que compareceram à recepção à rainha da Inglaterra, de tão compridas arrastavam nos tapetes do Itamaraty. O evento reuniu três mil pessoas e ficou conhecido pela voracidade com que os convidados avançaram sobre o bufê, já quase à meia noite, pois a formalidade da ocasião exigiu que a rainha perdesse horas em sessões de fotos e beija-mão. "Esfomeados, os presentes avançaram na comida. Houve gente que comeu caviar de colher", conta o jornalista Gilberto Amaral, que chegou a Brasília após a inauguração e testemunhou as festas mais marcantes realizadas na capital.

O jornalista Ari Cunha, d’O Globo, escreveu na ocasião: “Quem comparecer, hoje, à recepção que será oferecida à Rainha da Inglaterra, terá a oportunidade de ver belas obras de arte que o bom gosto do Embaixador Murtinho reuniu para o belo Palácio. A ala oeste do Salão de Recepções vai apresentar, numa das paredes, dois anjos de 1737, que pertenciam à Igreja de São Pedro dos Clérigos, demolida para a abertura da Avenida Presidente Vargas, no Rio [...] Da Bahia, veio uma Santa Bárbara, do fim do século XVII. Numa nova sala que se decora e abre as portas pela primeira vez hoje, situada no lado leste do Salão de Recepções, de frente para o Anexo da Câmara, a parede será ornada com um grande quadro de Djanira, representando um Casario Bahiano (sic). Essa obra foi comprada para presentear um visitante ilustre, mas o Cerimonial preferiu retê-la no Palácio, pelo seu valor artístico e histórico. A grande novidade da decoração do Itamaraty, entretanto, será a parede à esquerda de quem sobe a escadaria circular no mezzanino do prédio. Ali foi colocado um tapete, especialmente para servir de cenário ao local em que a Rainha Elizabeth cumprimentará os Ministros de Estado e outros convidados ao banquete que o Presidente da República (Costa e Silva) lhe oferecerá. O tapete foi emprestado pelo Embaixador Joaquim de Souza Leão, ao Embaixador Murtinho, especialmente para a visita da Rainha da Inglaterra. Modelo de Eckhoud, foi presenteado pelo Rei Eduardo VII ao Lord Brovgan et Vauex, em reconhecimento pela hospedagem em sua Vila de Cannes à Rainha Victoria. Como simbolismo, não poderia ser melhor a escolha.”


Segundo a revista Istoé, O Itamaraty possui quatro salas destinadas a eventos e recepções a chefes de Estado, das quais três levam o nome das capitais do Brasil: Brasília, Rio e Bahia. A outra é a sala Portinari. Desde que foi inaugurado, em 1967, o Palácio nunca deixou de receber eventos externos. A primeira recepção oficial ocorreu em 14 de março do ano de sua inauguração, último dia do governo Castelo Branco. O Itamaraty não confirma oficialmente, por não possuir estatísticas sobre a utilização das salas, mas um dos chanceleres que mais usaram os salões para recepcionar chefes de Estado foi Luiz Felipe Lampreia, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. No governo do PSDB, era comum ele oferecer grandes almoços e jantares durante as visitas oficiais. A partir de 2003, com a chegada de Lula ao poder, esse costume foi abolido. Os petistas, segundo fontes do Itamaraty, dizem preferir os eventos noturnos.

Sala Brasília - Palácio do Itamaraty


Confira o cinevideo sobre a visita da Rainha ao Brasil. No minuto 4.09 aparece a recepção oferecida por Costa e Silva no Palácio do Itamaraty.
http://www.zappiens.br:80/videos/cgiqRW56xRInsJhsEGMcF1wuaAl1op8YcFGd1CYOynw2Og.FLV

sexta-feira, 11 de março de 2011

Salas de banquete - Palácio Nacional da Ajuda de Lisboa

Implantado no local onde a família real portuguesa construiu a "Real Barraca" após o terremoto de 1755, assim designada por ser de madeira, o Palácio da Ajuda iniciou-se em 1795 segundo um projeto de Manuel Caetano de Sousa. Pouco depois o plano sofreria uma evolução significativa, com a introdução da estética neoclássica e as novas formulações dos arquitetos Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva.
Apesar da magnificência do plano e dos avultados recursos financeiros, o Palácio foi habitado com muitas interrupções, até que D. Luís aqui se instalou definitivamente. Sua mulher, D. Maria Pia de Sabóia, empreendeu então obras de atualização estética, contratando para tal Joaquim Possidónio Narciso da Silva, que dotou o Palácio de novos espaços exóticos e outros de caráter funcional. Encerrado após a implantação da República, foi parcialmente transformado em Museu em 1968, servindo ainda como sede do Ministério da Cultura. (Fonte: IPPAR)
Sala da Ceia
Esta sala, imponente pelas suas dimensões e decoração, era utilizada para banquetes de grande gala. O teto, da autoria de José da Cunha Taborda, ostenta uma alegoria ao aniversário natalício do rei D. João VI. Os aparadores intercalados por grandes espelhos de madeira entalhada, expõem um variado núcleo de peças de ourivesaria das antigas coleções reais. As cadeiras, encomendadas pelo rei D. Carlos por ocasião da visita oficial do rei Eduardo VII de Inglaterra a Portugal em 1903, são lacadas de branco e ouro e forradas em seda creme. Antes da sua transformação em sala de banquetes serviu de Sala das Cortes e foi cenário de alguns acontecimentos históricos como a aclamação do rei D. Miguel em 1828. (Fonte: Itinerário: Palácio Nacional da Ajuda, 1988, pp. 55-56)

Sala da Tapeçarias Espanholas

"Até 1862 foi Sala de Audiências ou Sala do Dossel; após esta data passou a chamar-se Sala das Tapeçarias Espanholas pois foram adaptadas a esta divisão as tapeçarias da Real Fábrica de Santa Bárbara de Madrid, oferecidas pela coroa de Espanha a Portugal em 1785, quando do casamento do futuro rei D. João VI com a princesa D. Carlota Joaquina de Bourbon. As tapeçarias foram executadas segundo desenhos de Francisco Goya e do seu discípulo Giner Andreias de Aguirre apresentando cenas bucólicas.
As pinturas do teto são de autoria de Cirilo Wolkmar Machado tendo Manuel Piolti sido encarregado da perspectiva, Joaquim Gregório da Silva Rato das figuras e André Monteiro da Cruz dos ornatos." (Fonte: Itinerário: Palácio Nacional da Ajuda. Lisboa, IPPC, 1988, p.14). Fotografias do Estúdio Mário Novais, arquivo da Fundação Calouste Gulbenkian

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Jantares em comemoração aos 200 anos da chegada da Corte Portuguesa

7 de Março de 2008: O Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco Silva e a D. Maria Cavaco Silva participaram num jantar oferecido pelo Presidente Brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e Sua Mulher, D. Marisa Letícia, no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, noo Palácio das Laranjeiras, residência oficial do Governador do Estado do Rio de Janeiro.
8 de Março de 2008: O Presidente da República de Portugal e Sua Mulher ofereceram um almoço no Palácio de São Clemente (residência do Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro), em honra do Presidente da e da Senhora Lula da Silva.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mais banquetes - Inglaterra

Pela primeira vez e apenas no período compreendido entre 31 de Julho e 29 de Setembro de 2008, foi possível, a quem visitou o Palácio de Buckingham, ver também a Sala “Ballroom”, devidamente preparada e ornamentada para um Banquete de Estado. Aos visitantes foi, igualmente, mostrado um filme com imagens dos empregados preparando a mesa para um Banquete.
Os Banquetes de Estado, em Buckingham, são organizados quando a Rainha recebe um Chefe de Estado estrangeiro e o agracia com um Banquete. Os Banquetes de Estado são oferecidos a cerca de cento e setenta convidados da Rainha e acontecem, normalmente, na primeira noite da Visita de Estado. Durante o já longo reinado da Rainha Isabel II foram organizados, em Buckingham, setenta e sete Banquetes de Estado, no Castelo de Windsor dezessete e apenas um no Palácio de Holyroodhouse.
Os Banquetes de Estado sempre integraram as cerimônias reais e são uma forma de assinalar ocasiões significativas, embora nos últimos dois séculos se verifiquem muitas diferenças na organização dos mesmos. O formato atual dos Banquetes de Estado, no Palácio de Buckingham, segue o modelo usado pela Rainha Victória, que introduziu a cerimônia da “Procissão Real” antes do início do Banquete propriamente dito. Os convidados são recebidos pela Rainha e pelo Chefe de Estado visitante, na sala de música do Palácio. Daí seguem para o “Ballroom” onde decorre e é servido o Banquete. A “Procissão Real” é conduzida pela Rainha e pelo Chefe de Estado seguido pelo Lord Chamberlain e pelo Lord Stewward. Antes do jantar ser servido, a Rainha faz um brinde ao convidado de honra que agradece e retribui desejando saúde à Rainha. Normalmente, este momento é antecedido pelos habituais discursos.

Durante o Banquete a orquestra militar interpreta o programa musical pré-definido para a ocasião. No final do Banquete tocam-se gaitas de foles. Após este momento, a Rainha e o Chefe de Estado convidado, bem como os demais convidados, dirigem-se para a Sala de Jantar de Estado e para a Sala Azul onde é servido o café.