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terça-feira, 19 de junho de 2012

Lagostas azuis?

Essas imagens causaram polêmica esse fim de semana aqui em casa. Será que era photo shop ou obra da Mãe Natureza mesmo?
Pois bem, segundo a literatura especializada, uma em 2 milhões de lagostas americanas, a Homarus americanus, é azul. Uma mutação genética faz com que a lagosta azul produza uma excessiva quantidade de uma proteína que, combinada com o vermelho carotenóide típico dos crustáceos, conhecido como astaxantina, se combinem formando o complexo de cor azul.
De acordo com a Wikipédia, em 2009 uma lagosta azul foi capturada em New Hampshire, em 2011 duas delas foram capturadas no Canadá, uma em Prince Edward Island e outra nos trerritórios de New Brunswick. Em maio desse ano, um pescador da New Scotia capturou a sua primeira lagosta azul em 33 anos de pescarias.











quarta-feira, 9 de maio de 2012

Temporada da Lagosta III

Em 2009 o Tribunal de Milão absolveu os proprietários de um famoso restaurante da cidade, acusados de maus tratos a animais vivos. A acusação se deu poque as lagostas em questão estavam expostas, vivas, em leitos de gelo. O advogado defensor do casal, Luca Giulante, alegou perante o juiz que "segundo a tradição gastronômica, o cozimento do crustáceo deve ocorrer quando ele ainda está vivo". Com tal afirmação, o juiz concedeu-lhe ganho de causa. A tradição gastronômica venceu!

Outra notícia da Itália: em janeiro deste ano, na província de Vibo Valentia, na Calábria, sul da Itália, foram lançadas ao mar, 25 mil jovens lagostas criadas em cativeiro, nas águas do Parque Regional Marinho da Costa degli Dei. O projeto foi inspirado em semelhantes iniciativas japonesas e norueguesas. Portanto, a iguaria estará garantida, mais uma vez, no prato dos gourmets italianos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Temporada da Lagosta II

A diferença da nossa lagosta, a lagosta americana, Homarus gummarus, e a lagosta do Mediterrâneo, Homarus vulgaris, sua carapaça é mais escura e as pinças são maiores e mais carnudas.

Lagosta de 9 kg em exposição, no ano passado, no Crab & Seafood de Nova York, com idade estimada em 140 anos. Foto de Brendam McDemid (Reuters)

Via www.folman.ca


Via www.moonshineandwhool.tumblr.com

Via www.crushculdesac.tumblr.com



domingo, 6 de maio de 2012

Lagostas na Arte

Pedro Alexandrino, sem data, Brasil, coleção particular

Guillaume Fiuace, séc. XIX, França, coleção particular

Gustave Caillebotte, 1880, França, coleção particular


Alfred Magne Desire, séc. XIX, Inglaterra, coleção particular

Anne Vallayer Coster, 1781, França

Giacomo Cerutti, séc. XVIII, col. Otto Naumann, Nova York

Abraham van Beyeren, 1653, Alte Pinacotek Munchen





Temporada da Lagosta

De acordo com o IBAMA, o período de defeso da lagosta vai até o próximo dia 21 de maio. O defeso é o período no qual a pesca é proibida porque é exatamente nesse período que os animais em questão se reproduzem. Em nosso litoral encontramos dois tipos do crustáceo: a Panurilus argus (lagosta vermelha) e a Panurilus laevicauda (lagosta verde) e é responsável, segundo fontes do Ministério da Pesca, pelo sustento de 15 mil pescadores em todo o litoral brasileiro. O IBAMA também informou que em 1991, por exemplo, a produção de lagostas era de 11 mil toneladas, e que hoje não supera as 7 mil. E na hora de comprar, régua na mão: a lagosta vermelha deve ter, no mínimo, 13 cm de cauda e a verde 11 cm, o que garante que o animal é adulto e já se reproduziu ao menos uma vez (fonte: IBAMA).

Segundo a sabedoria popular, os meses que não contém a letra R como maio, junho, julho e agosto, período do inverno,são os meses nos quais é recomendável consumir as lagostas e mariscos. Já o mestre da cozinha da casa real de Portugal, Domingos Rodrigues, no século XVII, afirmava que "qualquer marisco fora do seu tempo é menos saboroso e mais danoso. Esta é a razão porque as santolas, sapateiras e ameijoas são melhores no Inverno. As lagostas, camarões, ostras e berbigão no verão, e os mexilhões e caranguejos no Outono; porém devem ser colhido desde a lua cheia até a lua nova."

Referências à lagosta são encontrada na obra do português Frei Luís de Souza sobre a vida do dominicano Frei Bartolomeu dos Mártires (1514 - 1590), bispo de Viana e arcebispo de Braga. Conta-se que o santo recusou-se a comer uma lagosta que lhe fora oferecida no refeitório do Convento de São Domingos de Benfica, na véspera da festa de São João, dia de jejum. Anos mais tarde quando de sua morte, ele continuou a dar provas de sua santidade. Na festa de transladação de seu corpo, frente a 30 mil pessoas, deu-se um milagre. Segundo Frei Luis, as redes dos pescadores se encheram tanto de peixes e, principalmente de lagostas, que os crustáceos foram dados de presente à população, tão grande foi o número deles a ser pescado. Foi beatificado em 2001 pelo Papa João paulo II.


Na foto, caudas de lagosta ao forno com manteiga de ervas e leito de pão integral. Foi o almoço de ontem!




segunda-feira, 19 de março de 2012

Moqueca de lagosta e cherne para Luciília

Pois é, mais uma receita de moqueca. Quem vê até pensa que nessa casa só se prepara moqueca. Ou então, que março virou o mês da moqueca. Mas foi mera coincidência. A diferença é que a moqueca do post anterior foi servida nas panelas de barro produzidas artesanalmente no estado do Espírito Santo (Veja http://www.artesol.org.br/site/goiabeirases/), e essa aqui foi empratada... as panelas ficaram na cozinha. E os camarões foram substituídos por caudas de lagosta.